O Brasil registrou um aumento de 8% no número de desaparecimentos de crianças e adolescentes ao longo de 2025. De acordo com o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), foram notificados 23.919 casos envolvendo menores de 18 anos, o que representa uma média de 66 ocorrências diárias. Em 2024, o índice era de 60 casos por dia.
O levantamento aponta uma disparidade de gênero nesta faixa etária: 61% dos desaparecidos são do sexo feminino. No entanto, quando analisados os dados gerais de todas as idades — que totalizaram mais de 84 mil registros em 2025 —, a proporção se inverte, com 59% das ocorrências envolvendo o sexo masculino. Especialistas indicam que o país vive o maior número de registros desde o início da série histórica em 2015, superando os níveis pré-pandemia.
Em termos absolutos, o estado de São Paulo concentra 24% dos casos nacionais, com 20.546 registros. Contudo, na análise proporcional por 100 mil habitantes, Roraima (78,1) e Distrito Federal (74,58) apresentam as taxas mais elevadas. Para auxiliar na localização, o Ministério da Justiça mantém o Alerta Amber, sistema que divulga informações de vítimas em redes sociais em um raio de 200 quilômetros do local do sumiço, ferramenta considerada essencial em casos de risco iminente, como o dos irmãos desaparecidos em Bacabal (MA), que mobiliza forças-tarefa há quatro semanas.
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