O número de vítimas fatais nos protestos que atingem o Irã há duas semanas subiu para 203 neste domingo (11), de acordo com dados divulgados pelo grupo de direitos humanos HRANA. O balanço atualizado ocorre em um momento de acirramento das tensões, com o comando da polícia iraniana confirmando que o nível de confronto contra os manifestantes foi intensificado para conter as mobilizações contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.
No cenário diplomático, o governo iraniano elevou o tom das ameaças externas. O presidente Masoud Pezeshkian atribuiu a instabilidade a uma suposta orquestração dos Estados Unidos e de Israel para "semear o caos" no país. Paralelamente, o presidente do parlamento, Mohammad Bagher Qalibaf, declarou que bases militares e navios norte-americanos, além do território israelense, serão considerados alvos legítimos em caso de qualquer ofensiva militar estrangeira contra o Irã.
A reação de Teerã ocorre após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que manifestou prontidão para apoiar os manifestantes e alertou contra o uso de força letal contra civis pacíficos. Informações da imprensa internacional indicam que o governo norte-americano avalia diferentes opções, que variam de apoio logístico aos protestos a possíveis intervenções militares.
Internamente, a Guarda Revolucionária reafirmou o compromisso inegociável com a manutenção da segurança nacional e a proteção do regime. Enquanto isso, Pezeshkian tenta uma via de comunicação com a sociedade, afirmando que o Executivo está disposto a ouvir as demandas populares e focar na resolução da crise econômica que assola a nação.
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