O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026 começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi) e traz um crescimento expressivo na previsão de receitas. O orçamento estadual, que contempla 33 áreas de governo, passará de R$ 28,4 bilhões para R$ 34,6 bilhões, um aumento de 21,8%.
A proposta do Governo do Piauí prioriza despesas obrigatórias e grandes investimentos, além de promover uma reestruturação da dívida estadual.
PRIORIDADES E MAIORES DESTINOS DE RECURSO
As secretarias que concentrarão os maiores orçamentos em 2026 são:
Administração e Previdência: R$ 4,4 bilhões
Educação: R$ 3,5 bilhões
Saúde: R$ 3,3 bilhões
A despesa com pessoal, que inclui encargos previdenciários, continua sendo o maior componente do orçamento obrigatório, totalizando R$ 11 bilhões quando somadas todas as fontes de recursos.
O setor de investimentos está robusto, com R$ 4,1 bilhões previstos, provenientes de convênios e empréstimos. Os recursos serão destinados à melhoria da malha viária, à modernização do metrô de Teresina e à aquisição de novos Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).
imagem: reprodução/ Alepi

SEGURANNÇA E CORTES EM OUTRAS PASTAS
No quadro geral, a Segurança Pública mantém um orçamento significativo de R$ 2,1 bilhões. No entanto, houve variações internas:
O orçamento da Polícia Militar sofreu uma redução de 3,1%, ficando em R$ 837,3 milhões.
O Corpo de Bombeiros Militar teve um acréscimo de 16,6%, subindo para R$ 78,1 milhões.
As maiores reduções orçamentárias ocorreram nas pastas de Integração e Desenvolvimento Regional (-59,3%), Infraestrutura (-58,8%) e Cultura (-36,9%), em comparação com o orçamento de 2025.
imagem: reprodução/Alepi

CRESCIMENTO EM OUTROS PODERES E DÍVIDA
O Poder Judiciário e o Poder Legislativo também terão aumentos em suas dotações:
Tribunal de Justiça: Aumento de 15,2% (R$ 1 bilhão).
Assembleia Legislativa: Aumento de 8,3% (R$ 523,1 milhões).
Outros: Tribunal de Contas (R$ 190,6 milhões), Procuradoria-Geral da Justiça (R$ 310,6 milhões) e Defensoria Pública (R$ 130,3 milhões) também tiveram acréscimos.
O orçamento prevê R$ 5,8 bilhões para empréstimos, justificados por duas operações de crédito com o Banco do Brasil: uma de R$ 5 bilhões para alongar a dívida estadual em até 25 anos, e outra de R$ 2,9 bilhões para investimentos estruturantes.
O Governo do Piauí afirma que a combinação de reestruturação da dívida, financiamento de longo prazo e priorização de áreas essenciais e mobilidade urbana "inaugura etapa de governança fiscal e orçamentária".
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