A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deu início ontem, terça-feira (2), ao julgamento inédito do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete aliados, acusados de participarem de uma suposta trama golpista para reverter o resultado das eleições de 2022. O grupo, que forma o núcleo central da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), pode ser condenado a penas que ultrapassam os 30 anos de prisão.
A primeira sessão foi dedicada às manifestações da acusação e das defesas dos réus. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, teve até duas horas para defender a condenação dos acusados, enquanto seus advogados tiveram uma hora cada para as sustentações orais. A votação que decidirá o futuro dos réus deve começar somente nas próximas sessões.
imagem: youtube/STF

QUEM SÃO OS RÉUS?
Os réus, que respondem por crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, são:
Jair Bolsonaro - ex-presidente da República;
Alexandre Ramagem - ex-diretor da Abin;
Almir Garnier - ex-comandante da Marinha;
Anderson Torres - ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do DF;
Augusto Heleno - ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI);
Paulo Sérgio Nogueira - ex-ministro da Defesa;
Walter Braga Netto - ex-ministro da Casa Civil e da Defesa;
Mauro Cid - ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
A exceção é o deputado federal Alexandre Ramagem, que responde a apenas três dos cinco crimes, devido à suspensão de parte das acusações.
O julgamento, que continuará ao longo de cinco dias agendados até 12 de setembro, é um marco na história do país. É a primeira vez que um ex-presidente é julgado no STF por tentativa de golpe de Estado. O processo, que conta com cerca de 80 terabytes de provas, é conduzido pelo relator Alexandre de Moraes, e a decisão final dependerá do voto da maioria de três dos cinco ministros da Primeira Turma.
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