Entre no
nosso grupo!
WhatsApp
  RSS
  Whatsapp

Tia de bebê que sofreu tentativa de sequestro em Teresina responderá por calúnia contra enfermeira

Familiar divulgou imagens e atribuiu participação de profissional de saúde em tentativa de sequestro.

 : reprodução

A Polícia Civil do Estado do Piauí confirmou que Adriana Marcos, tia da recém-nascida que sofreu uma tentativa de sequestro na Maternidade Dona Evangelina Rosa (MDER), deverá ser indiciada pelos crimes de calúnia, difamação e injúria contra uma enfermeira da instituição de saúde. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (16) pela delegada Amanda Bezerra, titular da 7ª Delegacia Seccional de Teresina, responsável por conduzir as investigações relativas aos crimes contra a honra.

De acordo com o inquérito policial, a profissional de saúde procurou a delegacia após ter sua imagem amplamente veiculada em redes sociais pela familiar da criança. Nas publicações, a enfermeira era apontada como participante e facilitadora da tentativa de subtração do bebê. No entanto, o trabalho investigativo da Polícia Civil concluiu que a servidora pública não possui qualquer ligação com o ato ilícito e que, na realidade, agiu de forma a intervir na situação suspeita ao presenciar a movimentação atípica no hospital.

CONCLUSÃO DAS INVESTIGAÇÕES E INDICIAMENTO

A tia da recém-nascida prestou depoimento nesta quarta-feira (16), ocasião em que confirmou a autoria das postagens que imputavam cumplicidade à profissional de saúde. A delegada Amanda Bezerra enfatizou que a autora material da tentativa de sequestro foi devidamente identificada e permanece presa, sem indícios de participação de terceiros ou de facilitação por parte de funcionários da maternidade.

"A autora do crime de subtração da criança foi investigada, encontra-se presa e não houve participação de terceiros. Essa servidora tentou intervir em uma situação que ela sequer entendia de fato o que estava acontecendo", esclareceu a delegada.

Diante do volume de provas reunidas, o inquérito policial está em fase de conclusão e será remetido ao Poder Judiciário. Devido à ampla repercussão das acusações nas plataformas digitais e pelo fato de a vítima ser servidora pública no pleno exercício de suas atribuições profissionais, o caso será processado perante a justiça comum, superando a alçada dos Juizados Especiais Criminais. Cabe agora ao Ministério Público analisar os autos para o oferecimento da denúncia formal.

Por: Portal O Dia

Mais de Geral