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Coaf identifica movimentação de R$ 30 milhões em conta de Bolsonaro

O documento foi anexado ao inquérito que resultou no indiciamento do ex-presidente e de seu filho, Eduardo Bolsonaro.

 imagem: reprodução/instagram

Um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), obtido pela Polícia Federal (PF), revelou que o ex-presidente Jair Bolsonaro movimentou mais de R$ 30,5 milhões em sua conta bancária entre março de 2023 e junho de 2024. O documento foi anexado ao inquérito que investiga a atuação do ex-presidente e de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro, que foram indiciados nesta quarta-feira (20) por crimes contra o Estado Democrático de Direito.

Segundo o Coaf, as transações foram consideradas "atípicas", com R$ 30.576.801,36 em créditos e R$ 30.595.430,71 em débitos. A PF apontou que a maior parte dos recursos veio de Pix, somando mais de R$ 19 milhões, muitas dessas doações de apoiadores.

 

imagem: reprodução/instagram

 

O DESTINO DO DINHEIRO E O INDICIAMENTO
O relatório detalha o destino do dinheiro, incluindo o pagamento de R$ 6,6 milhões a escritórios de advocacia. Além disso, Bolsonaro investiu R$ 18,3 milhões em CDB e RDB e realizou transferências de R$ 2,1 milhões para o filho Eduardo e R$ 2 milhões para a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A PF sugere que as transferências para o filho tinham como finalidade financiar ações contra o governo brasileiro nos Estados Unidos.

O documento também identificou movimentações financeiras de outros membros da família. Michelle Bolsonaro recebeu R$ 2,9 milhões no período e gastou R$ 3,3 milhões. O vereador Carlos Bolsonaro movimentou R$ 4,8 milhões.

Bolsonaro e Eduardo foram formalmente indiciados pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito. A defesa do ex-presidente afirmou ter recebido a notícia do indiciamento com surpresa. A Polícia Federal também encontrou uma minuta de pedido de asilo político para a Argentina em posse do ex-presidente, e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu 48 horas para que Bolsonaro explique se tinha a intenção de deixar o país.

Por: Elen Sousa

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