A Polícia Civil do Piauí, em ação conjunta com as forças de segurança do Ceará, prendeu nesta segunda-feira (20) o ex-vereador de Tianguá, Juliano Magalhães Coelho, conhecido como "Juliano Importados", e seu pai, Sebastião Coelho. Ambos são apontados como os mentores intelectuais do latrocínio que vitimou o idoso Antônio Pereira de Carvalho, de 77 anos, no início de abril, na zona rural de Batalha (PI).
As investigações indicam que o crime foi premeditado após a vítima adquirir um caminhão em uma das empresas de Juliano. O ex-vereador chegou a gravar um vídeo comemorando a venda com o idoso dias antes do assalto. A polícia acredita que, durante as negociações, pai e filho realizaram o levantamento de informações sobre os bens da vítima, incluindo a localização de um cofre com cerca de R$ 500 mil.
O CRIME
No dia 5 de abril, Antônio Pereira foi abordado em sua residência, na localidade Ponto Belo, por homens que se passaram por compradores de madeira. O idoso foi amarrado e amordaçado enquanto o grupo subtraía o cofre. A vítima sofreu um infarto agudo do miocárdio devido ao estresse da ação violenta e não resistiu. Na fuga, os criminosos utilizaram o caminhão recém-comprado pelo idoso, que foi encontrado incendiado no dia seguinte na rodovia PI-110.
PERFIL E HISTÓRICO
Juliano Magalhães exerceu mandato como vereador em Tianguá entre 2021 e 2024 e atua como empresário do ramo de tecnologia e veículos de carga. Além da acusação de latrocínio, o ex-parlamentar responde a um processo por incitação ao suicídio de sua própria esposa, ocorrido em agosto de 2024.
PRISÕES E OPERAÇÃO
Juliano foi localizado em uma chácara de difícil acesso na zona rural de Tianguá, enquanto seu pai, Sebastião Coelho, foi capturado na rodovia CE-187 após ser considerado foragido. Com as detenções desta segunda-feira, a polícia totalizou o cumprimento dos cinco mandados de prisão expedidos pela Justiça piauiense relacionados ao caso.
Segundo o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da SSP-PI, a divisão de tarefas ficou clara: pai e filho atuaram na logística e informações, enquanto outros três suspeitos executaram o assalto. Os presos aguardam audiência de custódia e a definição sobre em qual unidade prisional permanecerão à disposição da Justiça.
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