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Sesapi investiga morte de jovem de 17 anos por suspeita de raiva em hospital de Teresina

A vítima, natural de Oeiras, apresentou sintomas graves como desorientação e febre persistente antes de falecer no Instituto Natan Portella.

 : Gabriel Paulino

Um adolescente de 17 anos, natural do município de Oeiras, faleceu no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portella, em Teresina, com quadro clínico suspeito de raiva humana. Segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi), a vítima teria sido mordida por um sagui aproximadamente 40 dias antes de manifestar os primeiros sintomas da doença.

O jovem deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Oeiras no dia 11 de abril, apresentando febre persistente, vômito em jato e desorientação. Devido à gravidade do estado de saúde, foi transferido imediatamente para a capital, onde permaneceu internado sob cuidados intensivos até a confirmação do óbito.

INVESTIGAÇÃO LABORATORIAL

Embora o quadro clínico seja compatível com a infecção pelo vírus da raiva, a Sesapi aguarda resultados de exames laboratoriais para a confirmação oficial. Amostras biológicas foram coletadas e encaminhadas ao Instituto Pasteur, no Rio de Janeiro, referência nacional para o diagnóstico da doença.

A raiva é uma infecção viral transmitida pela saliva de animais infectados. O Ministério da Saúde esclarece que o período de incubação em humanos — tempo entre o contato e o surgimento dos sintomas — é comumente de 45 dias, podendo variar de acordo com a profundidade e a localização do ferimento.

SINTOMAS E PREVENÇÃO

O vírus ataca o sistema nervoso central, provocando sintomas iniciais como mal-estar, dor de cabeça e irritabilidade, evoluindo para quadros de ansiedade, delírios e espasmos musculares. A taxa de letalidade da doença é próxima de 100%.

As autoridades de saúde reforçam que a vacinação é a única forma de prevenção. Em casos de agressão por animais domésticos ou silvestres, a orientação é lavar o ferimento com água e sabão e buscar atendimento médico imediato para a aplicação do esquema vacinal pós-exposição.

Por: G1 Piauí

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