O Brasil atingiu a marca de 13.703 vítimas de feminicídio desde a promulgação da lei específica em 2015. Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), o ano de 2025 registrou 1.568 casos, o que representa um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior e uma alta de 14,5% quando comparado a 2021. A taxa nacional de mortalidade fixou-se em 1,43 mortes por 100 mil mulheres.
PERFIL DA VIOLÊNCIA E VULNERABILIDADE
A análise estatística entre 2021 e 2024 revela que o feminicídio no Brasil possui cor e endereço. As mulheres negras constituem a maioria das vítimas (62,6%). O crime ocorre majoritariamente dentro de casa (66,3%), sendo a arma branca o instrumento mais utilizado (48,7%). Em 97,3% dos casos com autoria identificada, o agressor é um homem, sendo que em 80,7% das ocorrências o autor é o parceiro ou ex-parceiro íntimo da vítima.
DÉFIC DE INFRAESTRUTURA
O levantamento destaca uma grave disparidade na rede de proteção. Cidades com até 100 mil habitantes concentram 50% dos casos e possuem a maior taxa de mortalidade (1,7), mas apenas 5% dessas localidades contam com Delegacias da Mulher (DDM). Em contraste, nas grandes cidades, onde o índice de DDMs chega a 98%, a taxa de mortalidade é a menor do país (1,1).
ESTADOS COM MAIORES ÍNDICES ABSOLUTOS EM 2025
A eficácia das Medidas Protetivas de Urgência (MPU) também foi analisada. O dado revela que apenas 13,1% das vítimas possuíam a proteção judicial vigente quando foram assassinadas, reforçando a necessidade de aprimoramento na fiscalização e no suporte às mulheres que denunciam seus agressores.
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