Você sabia que o futebol feminino já foi proibido no Brasil por quase 40 anos?
Entre 1941 e 1979, as mulheres eram oficialmente proibidas por lei de praticar futebol e outras “modalidades incompatíveis com a natureza feminina”, segundo o decreto-lei nº 3.199, assinado durante o Estado Novo de Getúlio Vargas. O esporte era considerado “masculino demais” e, portanto, “inadequado” para elas.
Mas mesmo com a proibição, muitas mulheres resistiram. Elas jogavam escondidas, à noite, em campos improvisados, usando roupas largas e cortando os cabelos para tentar passar despercebidas. Chegaram a ser presas por desafiar o sistema. Outras enfrentaram o desprezo da sociedade e da própria família por insistirem em seguir seu amor pelo futebol.
Adriana com a camisa 11 da Seleção Brasileira — Foto: RONALD WITTEK/EFE/EPA
Somente em 1979 a proibição caiu, mas o preconceito continuou. Sem investimento, sem visibilidade e sem apoio da mídia ou das federações, o futebol feminino teve que batalhar por cada espaço conquistado. Hoje, ver mulheres brilhando nos gramados do mundo inteiro é resultado da luta de gerações que não aceitaram calar seus sonhos. Essa história não pode ser esquecida. Cada jogo é mais do que competição: é memória, é resistência, é conquista.
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