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Polícia Civil conclui que morte de menina em colégio de Teresina foi acidental e descarta indiciamento

O delegado da DPCA informou que a investigação concluiu que não houve indícios de crime, encaminhando o inquérito ao Ministério Público.

 imagem: acervo pessoal

A Polícia Civil do Piauí (PCPI) concluiu o inquérito sobre a morte da menina Alice Brasil Sousa da Paz, de 4 anos, ocorrida em 5 de agosto no CEV Colégio, na Zona Leste de Teresina. O delegado Hugo Alcântara, da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), informou nesta sexta-feira (10) que o procedimento foi finalizado com a conclusão de que o caso foi acidental, sem indícios de crime, e, portanto, não houve indiciamento.

O inquérito foi agora encaminhado ao Ministério Público do Piauí (MPPI), que fará a análise das provas para decidir os próximos passos: pedir novas diligências, solicitar o arquivamento do caso ou apresentar uma acusação.

CONTRAPONTO DA FAMÍLIA E PERÍCIA
A advogada da família de Alice, Arielly Pacífico, manifestou-se nas redes sociais, criticando o resultado. Segundo a advogada, "Entender que esse caso é um fato atípico é negar a responsabilidade dos envolvidos, é mais grave que isso, é negar à família da Alice Brasil o direito à Justiça".

A advogada citou pontos do inquérito e das perícias que, em sua visão, demonstram negligência:

Cuidados: Apenas uma cuidadora estava na brinquedoteca, responsável por cinco crianças no momento do ocorrido, enquanto outra professora estava em uma sala diferente.

Móvel: A perícia teria confirmado que a penteadeira de madeira que caiu sobre a menina não estava fixada à parede e que sua posição, encostada em outro brinquedo, possibilitou a queda.

Preservação: A advogada alegou que o ambiente não foi preservado, citando alterações como limpeza e reorganização do local antes da chegada dos peritos.

Imagem: TV Globo/Fantástico

 

RELEMBRE O CASO
Alice Brasil morreu após um móvel cair sobre ela em uma sala de brinquedos do colégio. A fatalidade ocorreu quando outra criança teria entrado embaixo da penteadeira, que acabou tombando.

A declaração de óbito indicou como causas da morte edema cerebral difuso, hematoma subdural agudo e traumatismo cranioencefálico.

Em nota anterior, o Grupo CEV lamentou o ocorrido, e o presidente do grupo, Rafael Lima, pediu perdão publicamente à família da criança.

Por: G1 Piauí

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