O governo federal enviou ao Congresso Nacional o Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2026, com uma proposta de salário mínimo de R$ 1.631. Se confirmado, o novo valor representa um aumento de 7,44% em relação ao mínimo atual, de R$ 1.518, e um ganho real de 2,5% acima da inflação.
A definição do valor faz parte da política de valorização do salário mínimo, um dos pilares do atual governo. A fórmula de reajuste combina a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) dos últimos 12 meses (de dezembro a novembro) e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores, limitado a 2,5%.
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O valor de R$ 1.631, que ainda pode ser alterado durante a tramitação no Congresso, é R$ 1 a mais do que a projeção inicial apresentada em abril no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO).
Impacto na economia e nos benefícios
O aumento do salário mínimo não afeta apenas os trabalhadores que recebem esse valor. De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o valor serve de referência para quase 60 milhões de pessoas no Brasil, incluindo aposentados e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Além de impulsionar o poder de compra das famílias, a valorização do mínimo também eleva despesas obrigatórias do governo, como alguns gastos com a Previdência, que em 2026 deve alcançar R$ 1,11 trilhão.
A peça orçamentária também destinou R$ 12 bilhões para o programa Pé-de-Meia, uma das principais iniciativas da gestão, que terá sua operação formalmente incluída no orçamento da União após determinação do Tribunal de Contas da União (TCU).
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