A Câmara Municipal de Vereadores de Boa Hora sediou, na manhã desta segunda-feira, dia 15 de junho, uma audiência pública para avaliar as condições operacionais e estruturais dos serviços de saneamento básico e distribuição energética no município. O encontro, realizado em parceria com a Prefeitura Municipal, reuniu parlamentares, representantes técnicos das empresas concessionárias, órgãos de fiscalização estadual e moradores das zonas urbana e rural para debater falhas no abastecimento.
O prefeito de Boa Hora, Professor Dominguinhos, apontou que a administração municipal é o primeiro canal a receber as demandas da comunidade, mesmo tratando-se de serviços sob a responsabilidade de concessionárias parceiras. O gestor explicou a interdependência entre os sistemas de distribuição ao relatar o impacto mútuo das falhas estruturais:
"As reclamações maiores são pela qualidade da energia, porque não chega a qualidade correta para puxar os aparelhos, e quando a energia oscila afeta também a qualidade da água, porque as bombas precisam de uma energia de qualidade para funcionar na melhor qualidade possível. Sabemos que são duas empresas privadas e que a gente tem que cobrar junto com a população."
POSICIONAMENTO E CRITÉRIOS DA EQUATORIAL ENERGIA
O gerente de Relações da Equatorial Energia, Joaquim Milhomem, participou do debate e expôs a lógica técnica utilizada pela distribuidora para o planejamento e execução das manutenções na rede elétrica. Segundo o representante, a resolução de problemas de infraestrutura segue uma ordem hierárquica que parte das subestações e alimentadores macros até atingir os transformadores locais. Milhomem ressaltou que as demandas pontuais de oscilação de tensão exigem a formalização direta por parte dos consumidores:
"O cliente se sentindo prejudicado pelo nível de tensão, ele tem todos os canais da Equatorial à disposição para poder formalizar a reclamação, porque para cada caso existe uma condição diferente, um prazo diferente para ser executado. O mais importante é que o usuário se manifeste através do 0800 086 0800 ou nossa assistente virtual, a Clara, pelo número 3228 3200."
ÁGUAS DO PIAUÍ E A REGULAÇÃO DOS SERVIÇOS
O setor de abastecimento hídrico também foi avaliado durante a plenária. O representante da empresa Águas do Piauí, Célio Damásio, classificou a presença da concessionária na audiência pública como um mecanismo essencial para alinhar as informações institucionais e sanar as dúvidas técnicas manifestadas pelos usuários do sistema. Damásio reforçou que os moradores devem manter o fluxo de notificações ativo por meio do canal de atendimento telefônico disponibilizado pela empresa, no número 0800 223 2000.
A fiscalização e o cumprimento das metas contratuais de ambas as concessionárias foram pontuados pela representante da Agência Reguladora de Serviços Delegados do Estado do Piauí (Agrespi), Alice Viana. A técnica orientou a população sobre o rito legal necessário para a abertura de processos administrativos e a eventual aplicação de sanções jurídicas às empresas:
"É importante que o usuário saiba que ele tem que reclamar para que nós possamos agir, e essa reclamação deve ser feita na concessionária. Essas concessionárias vão fornecer ao usuário um número de protocolo, que é necessário para a Agrespi. Caso a concessionária não resolva o problema, a gente aplica as penalidades cabíveis."
Os usuários que não obtiverem resolução junto às empresas podem acionar a Agrespi portando o número do protocolo pelo WhatsApp (86) 99520-4096, e-mail institucional ou redes sociais da agência.
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