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Engenheiro eletricista é acusado de aplicar golpes em venda de placas solares

O acusado teria atraído cerca de 34 pessoas com ofertas de preços baixos, interrompendo o contato após receber os pagamentos integrais.

 : reprodução

Um grupo de 34 pessoas procurou a equipe do Portal O Franco para denunciar o engenheiro eletricista Heitor Gonçalves Santana por supostos golpes aplicados na venda e instalação de sistemas de energia solar. Segundo os relatos, o profissional utilizava preços abaixo do mercado para atrair clientes, recebia os valores integrais e, após sucessivos adiamentos, não entregava o material nem realizava o serviço.

O prejuízo estimado pelas vítimas já chega a R$ 850 mil, com pelo menos 18 Boletins de Ocorrência registrados. Entre os casos mais graves estão o de dois idosos, de 66 e 88 anos, que teriam sido alvo de forte assédio para a realização de transferências bancárias.

TRECHOS DAS CONVERSAS

Mensagens enviadas à nossa reportagem mostram o padrão de atendimento. Em conversas de novembro de 2025, Heitor prometia instalações rápidas após o pagamento, mas passava a apresentar desculpas constantes:

"Sim, pretendo entregar e instalar amanhã. Dependendo do andar da carruagem aqui, eu já entrego hoje à tarde", afirmou em uma das mensagens.

Com o passar das semanas e a pressão dos clientes por reembolsos, as respostas tornavam-se pedidos de "votos de confiança":

"Peço encarecidamente que não o faça [denúncia], tenho meios de solucionar ainda hoje". Em outro momento, o engenheiro admitiu: "Por hoje, de mãos atadas... ainda tentando angariar o recurso para solucionar ainda hoje".

 

O OUTRO LADO

Em nota enviada ao Portal O Franco, Jordão Gonçalves Santana, irmão de Heitor, rebateu as acusações de estelionato. Segundo a defesa, todos os débitos mencionados estão inseridos em um Processo Judicial de Falência e que o engenheiro não está foragido, mas respondendo legalmente dentro de um rito jurídico oficial.

A nota também esclarece que Heitor está atualmente em São Paulo para tratamento psicológico intensivo e que o doutorado na USP não é utilizado para atrair clientes, visto que as negociações citadas seriam anteriores à sua aprovação acadêmica. A defesa sustenta que a exposição midiática prejudica a saúde mental do profissional e a própria resolução dos pagamentos via judicial.

O Portal O Franco reitera seu compromisso com a verdade e segue aberto a novos esclarecimentos de ambas as partes conforme o avanço das investigações.

Por: Elen Sousa

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