A Polícia Civil do Piauí investiga as circunstâncias em que uma servidora foi encontrada desacordada e com sangramentos dentro da sede da Delegacia-Geral, em Teresina, na última quinta-feira (19). O principal suspeito é um prestador de serviços terceirizado, de 34 anos, que teve a prisão preventiva decretada pela Justiça. A vítima segue internada em estado grave em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital particular, apresentando quadro de confusão mental e pânico.
De acordo com o delegado-geral, Luccy Keiko, a servidora foi localizada por volta das 13h no pavimento superior do prédio. O suspeito foi visto saindo da sala momentos antes. Inicialmente, a vítima ficou intubada por três dias em uma unidade pública antes de ser transferida. Além do sangramento, foi constatada uma luxação no punho da servidora.
INVESTIGAÇÃO E PRISÃO
O suspeito, que atuava no prédio há cerca de três meses, prestou depoimentos contraditórios à polícia. Segundo o delegado-geral, o homem admitiu o ato sexual em segunda oitiva, mas alegou que a relação teria sido consensual, tentando atribuir responsabilidade à vítima. A investigação, no entanto, reuniu provas e depoimentos que indicam a prática de estupro. Os celulares de ambos foram apreendidos para perícia.
O homem já possuía histórico de investigação por um linchamento ocorrido há cerca de 10 anos. Após a autuação em flagrante na Casa da Mulher Brasileira, a prisão foi convertida em preventiva durante audiência de custódia, e o suspeito foi encaminhado ao sistema prisional.
PRÓXIMOS PASSOS
A Polícia Civil aguarda os resultados dos exames do Instituto de Medicina Legal (IML) para confirmar a violência sexual e verificar se a servidora foi dopada. Três delegadas especializadas em crimes contra a mulher e feminicídio foram designadas para conduzir o caso. A Delegacia-Geral já solicitou formalmente a demissão do prestador de serviços ao Governo do Estado. A defesa do suspeito informou que aguarda o esclarecimento dos fatos para se manifestar.
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