Um levantamento inédito divulgado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revela um cenário preocupante sobre a segurança digital no Brasil. De acordo com o relatório, uma em cada cinco crianças e adolescentes (21%) no país foi vítima de alguma forma de violência sexual facilitada pela tecnologia nos últimos 12 meses. O estudo aponta que o ambiente virtual tem se tornado um espaço de vulnerabilidade para o público entre 9 e 17 anos.
A pesquisa destaca que as formas mais comuns de violência incluem a recepção de imagens ou mensagens de cunho sexual sem consentimento, pedidos para o envio de fotos íntimas e o chamado "grooming" — quando adultos utilizam perfis falsos ou manipulação emocional para ganhar a confiança de menores com fins de exploração.
PRINCIPAIS DADOS DO RELATÓRIO
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Exposição: 21% das crianças e adolescentes sofreram violência sexual digital no último ano.
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Recorte de Gênero: As meninas são as mais afetadas, representando a maioria das vítimas em casos de assédio e pressão para o envio de conteúdos íntimos.
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Plataformas: Redes sociais e aplicativos de mensagens são os principais canais utilizados pelos agressores.
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Falta de Denúncia: Grande parte das vítimas não comunica o ocorrido aos pais ou autoridades por medo, vergonha ou falta de conhecimento sobre os canais de ajuda.
O UNICEF ressalta que a violência facilitada pela tecnologia tem impactos severos na saúde mental e no desenvolvimento dos jovens. A organização recomenda que famílias e governos intensifiquem o diálogo sobre segurança na internet e que as plataformas digitais aprimorem seus mecanismos de monitoramento e denúncia para proteger usuários vulneráveis.
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