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Polilaminina: Pesquisa brasileira inédita permite recuperação de movimentos em casos de paralisia

Pacientes submetidos ao tratamento experimental relatam retorno de sensibilidade e controle motor

 : reprodução

Uma pesquisa liderada pela professora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), está sendo apontada como um marco na medicina regenerativa global. Após quase 30 anos de estudos, a cientista desenvolveu a polilaminina, uma proteína experimental capaz de estimular a reconexão de neurônios em lesões na medula espinhal — condição historicamente tratada como irreversível pela ciência.

A polilaminina é produzida a partir de proteínas extraídas da placenta humana, substâncias fundamentais no desenvolvimento do sistema nervoso. Aplicada via injeção diretamente na área lesionada, a molécula funciona como um suporte biológico que permite o crescimento dos axônios e a reconstrução dos circuitos nervosos rompidos. O projeto conta com a parceria do laboratório brasileiro Cristália e já obteve aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a Fase 1 dos testes clínicos.

imagem: Reprodução

 

RESULTADOS PRÁTICOS
Até o momento, o tratamento experimental apresentou resultados notáveis em pacientes que sofriam de para e tetraplegia. Luiz Fernando Mozer, um dos primeiros beneficiados, relatou retorno de sensibilidade e contração muscular apenas 48 horas após a aplicação. Outro caso de destaque é o de Bruno Drummond de Freitas, que conseguiu retomar a marcha após o tratamento. Ao todo, pelo menos cinco pacientes apresentaram recuperação parcial significativa sob a coordenação médica de especialistas como o neurocirurgião Bruno Alexandre Côrtes.

Embora os resultados iniciais sejam promissores e coloquem a pesquisa na rota de premiações internacionais como o Nobel de Medicina, a comunidade científica ressalta a necessidade de cautela. O tratamento ainda cumpre etapas rigorosas de testes. Fases clínicas subsequentes com grupos maiores de voluntários serão fundamentais para confirmar a segurança e a eficácia da polilaminina em larga escala antes de sua disponibilização geral no sistema de saúde.

Por: Diário do Comércio

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