A aplicação das provas objetivas e discursivas para os cargos de Oficial Investigador e Perito Criminal da Polícia Civil do Piauí (PC-PI), realizada no último domingo (25), tornou-se alvo de intensa polêmica. Candidatos e especialistas do setor educacional classificaram o exame, organizado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), como "excessivamente complexo". A principal crítica recai sobre a prova de Informática e a extensão dos textos de Português, que teriam extrapolado o nível de exigência para as funções em disputa.
De acordo com levantamentos extraoficiais realizados por plataformas de ranqueamento, o rigor da avaliação, somado à cláusula de barreira — que exige 50% de acertos em cada disciplina isoladamente —, resultou em um índice de reprovação em massa. Para o cargo de Oficial Investigador, que oferece 150 vagas imediatas, menos de 15 candidatos teriam atingido a pontuação mínima exigida por matéria. O certame registrou, ao todo, mais de 37 mil inscritos atraídos por salários que chegam a R$ 20,6 mil.
O clima de insatisfação foi acentuado por declarações do diretor do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí (Sinpolpi), Albertino Arêa Leão. Em suas redes sociais, o dirigente parabenizou a FGV, afirmando que o concurso serve para "selecionar os melhores profissionais". A fala foi duramente criticada por candidatos que investiram recursos em deslocamentos e anos de estudo. Diante do cenário de poucas aprovações, especialistas ventilam a possibilidade de uma intervenção administrativa ou jurídica para a quebra da cláusula de barreira, a fim de garantir o preenchimento das vagas e a continuidade do certame.
Comentários (0)
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião desta página, se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.
Comentar