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Presidente Robert Brown pede afastamento da FFP após ação do Ministério Público; CBF nomeia administrador provisório

A ação do MP citou relatório de auditoria que aponta um "apagão documental de R$ 4,4 milhões" e risco fiscal.

 Marcelo Cardoso/GP1

O presidente da Federação de Futebol do Piauí (FFP), Robert Brown, pediu afastamento de seu cargo na entidade. A decisão foi tomada após o Ministério Público do Estado do Piauí ingressar com uma ação civil pública solicitando intervenção judicial na FFP e o afastamento do gestor.

Em áudio enviado ao GP1 Esporte, o presidente do Oeirense, Fabiano Pimentel, confirmou a saída temporária de Brown. Na ocasião, times filiados manifestaram total apoio ao presidente. A CBF informou que o afastamento foi solicitado formalmente por Robert Brown por motivos de saúde.

INTERVENÇÃO E ACUSAÇÕES

A ação do Ministério Público, ajuizada na última segunda-feira (12), mirava também o Instituto de Futebol do Piauí (IFP) e seu presidente, Daniel Lima Araújo. O promotor de Justiça José Reinaldo Leão Coelho afirmou na petição que o futebol piauiense está sob "risco iminente de colapso administrativo e fiscal devido à conduta de seus atuais gestores".

O MP anexou aos autos um relatório de auditoria que identificou irregularidades. Entre as inconsistências, foram citadas: incongruência patrimonial, risco fiscal, simbiose operacional, divergências declaratórias e um "apagão" documental de R$ 4,4 milhões.

NOVA GESTÃO PROVISÓRIA

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou que, após o pedido de afastamento de Robert Brown, a FFP será gerida provisoriamente por Hélio Cury Filho. Hélio Cury, atual presidente da Federação Paranaense de Futebol, assumirá a administração da FFP pelo período de 90 dias, com base no Estatuto da CBF.

imagem: divulgação

 

A medida administrativa cautelar da CBF visa assegurar a continuidade das atividades da FFP e a normalidade da gestão durante o período de transição.

Por: GP1

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