Em uma cerimônia emocionante, a Universidade Federal do Piauí (UFPI) e a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) inauguraram a Sala Lilás Janaína da Silva Bezerra. Localizado no Centro de Ciências da Saúde (CCS), o espaço tem como missão acolher e orientar mulheres da comunidade universitária que são vítimas de violência de gênero.
O nome da sala homenageia a estudante de jornalismo Janaína da Silva Bezerra, assassinada em 2023. A inauguração ocorreu na data que marca dois anos e sete meses de sua morte, servindo como um compromisso da instituição em evitar que outras tragédias como essa aconteçam.
imagem: reprodução/UFPI

ACOLHIMENTO E SUPORTE ESPECIALIZADO
O espaço faz parte do Plano Setorial de Prevenção e Enfrentamento do Assédio e da Discriminação da UFPI, e conta com uma equipe multidisciplinar de psicólogas e assistentes sociais. O atendimento será oferecido de segunda a sexta-feira, em horário comercial, com serviços que incluem escuta qualificada, apoio psicossocial e orientações sobre como registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.).
A reitora da UFPI, Nadir Nogueira, destacou que a sala é um marco histórico para a universidade.
Teremos aqui profissionais qualificados para receber todas as mulheres da comunidade universitária... Esse será um espaço de acolhimento, atendimento e também de encaminhamento", afirmou. A reitora também mencionou o "BO Fácil", tecnologia da UFPI que permite o registro de ocorrências via WhatsApp.
"A DOR AINDA É GRANDE", DIZ MÃE DE JANAÍNA
Presente na solenidade, a mãe de Janaína, Maria do Socorro Silva, emocionou-se ao falar da filha. "A dor ainda é grande, mas acredito que essa sala é muito importante, para que outras famílias não passem pelo que eu estou passando", disse.
imagem: reprodução/UFPI
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O secretário de Segurança do Piauí, Francisco Lucas Costa Veloso, ressaltou a importância da parceria entre as instituições para combater o machismo estrutural.
Estamos colocando um aparato policial à disposição da Universidade, que, por sua vez, com seu trabalho de prevenção, atuará no combate ao assédio e à violência de gênero", destacou.
Em caso de violência, as mulheres também podem buscar apoio através do Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) ou acionar a Polícia Militar pelo 190 em casos de emergência.
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